sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

♂ From Sr. Doente with love


Como sabem, fui operado, estou a recuperar em casa e desde que isto começou, tenho sido mais fofo com a Mrs. M, como ela já vos tinha confessado. Isto é tudo muito bonito mas já é normal eu ficar mais emocional quando estou em baixo... Ela sabe isso, eu próprio comentei isso com ela, mas tenciono "aproveitar o lanço" (ou a inércia, para os mais cientificamente educados) e continuar a ser assim porque nada me deixa mais feliz do que vê-la sorrir! Sim, sim, eu sei, clichê, bla bla bla, mas é verdade... Se ela está a sorrir, está feliz naquele momento, e se o motivo do sorriso dela sou eu, por uma pseudo-lógica axiomática, eu sou a causa dessa felicidade, e nada me deixa a mim também mais feliz quando isso acontece! Eu soo mesmo muito lamechas e às vezes até a mim faço impressão de tão exageradamente lamechas que sou, mas pronto... Eu não sei se a Mrs. M acha que estou a brincar quando sou assim ou não, porque a questão é que quando o sou, sou num tom de brincadeira, ou seja, mesmo que aquilo seja a sério, como foi em tom de brincadeira, passa sempre como tal! Mas nem sempre é... Aliás, quase nunca é... Hoje ao vermos o filme juntos comentei isso com ela e depois pus-me a pensar ainda mais nisso, obviamente, senão não estava agora a escrever isto. Por exemplo, quando estamos juntos toda a tarde em minha casa, na Universidade, e chega a hora dela ir embora, eu faço sempre birra e peço-lhe para não ir, para ficar a jantar, dormir, no outro dia igual, o resto da semana e por aí fora, com uma cara de choro a brincar, ou quando já estamos na paragem de autocarro e ela pega na mala para ir embora e eu abraço-a a "chorar" e a dizer para não ir, apesar de fazer essas coisas em tom de brincadeira, só a maneira como me expresso é a brincar, porque o resto é verdade. Fico extremamente triste quando me tenho que despedir dela, significa que tão cedo não a posso abraçar nem vê-la sorrir. Quando sei que no dia x vamos estar juntos, mal posso esperar que esse dia chegue, se vamos almoçar antes de passarmos a tarde juntos, ainda mais. Nada me dá mais ânimo e prazer do que passar tempo com ela, seja como for, onde for, desde que ela esteja lá. Ultimamente e cada vez mais, só penso no futuro... como vai ser quando tivermos filhos, quando tivermos a liberdade de viver a nossa vida à nossa maneira. Sinto que cada vez estou mais apaixonado por ela, sinto que cada vez sou mais parte da família dela, que me acolhe com muita naturalidade e carinho, cada vez estamos mais perto de irmos viver juntos, de poder finalmente aturá-la todos os dias sem nunca mais ter que a ver ir embora num autocarro... Ou no carro dela! Sim, que agora ela tem um carro e então, de vez em quando, já conduz até minha casa ou assim. Já não bastava eu ter que ficar triste de a ver ir embora, mas agora também tenho que contar os minutos e "rezar" que ela chegue bem a casa! Ela ainda conduz há pouco tempo, por isso, acho que é normal e com o tempo isto vai passar, ou pelo menos, espero eu! O que não vai passar de certeza é o orgulho, a amizade, a cumplicidade, o amor, tudo o que sinto por ela. Sinto que já escrevi isto, mas não me cansa repetir: sabe bem sentir que finalmente estou com alguém com quem é fácil e apenas lógico imaginar um futuro feliz, e vou fazer tudo por isso.

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