sábado, 19 de maio de 2018

♀ (5)


Numa semana, já passei por diversas fases. Comecei com a fase da ignorância... acho que esta é a fase que toda a gente passa, mas passa por ela sem a notar.

Depois passou rapidamente para a fase do coração acelerado - que me fez virar costas sem pensar duas vezes... e, quando parei e refleti, voltei para o sitio onde estava, como se nada fosse (embora doesse... e eu mostro o meu melhor sorriso, até nessas alturas!).

Enquanto mostrava o sorriso, estava na fase do fingimento. Onde fingia, até para mim mesma, que não queria saber. Que me era indiferente. Aliás... acho que esta fase já vem desde há uns meses para cá, eu é que só me apercebi agora.

Depois, foi a fase da descoberta. A descoberta, cheia de facadas no coração. E que me fez sentir coisas que nunca pensei vir a sentir por alguém que, em tempos, me fez tão bem.

Para terminar, a fase das noites sem dormir e da negação, aliado à falta de apetite. Algo pelo qual nunca tinha passado. Mas uma pessoa está sempre a tempo de passar por elas... felizmente, sempre acompanhada de alguém que me fazia pensar de modo racional. De alguém que até teria mais coisas para me contar, mas que guardou para si. Alguém a quem eu só tenho de agradecer, por conseguir ser correta ao ponto de não me contar, por não ter de ser ela a fazê-lo. (Obrigada... por tudo!)

E agora... estou aqui. A perceber em que fase estou. A variar de estado de espírito de cinco em cinco minutos. A perceber se amo ou se odeio. Mas com a certeza de que não me meto no meio de ninguém. Nem sequer preciso do meu lado alguém que não saiba o que é amar.

Eu sei que isto nem sequer é texto que se apresente. Não é texto digno de ter saído dos meus dedos ou da minha cabeça. Mas foi do coração... e era isto que precisava de exteriorizar.

♀ (4)



Sempre ouvi dizer que uma pessoa deve focar-se sempre na parte boa das coisas. E a parte boa de um desgosto destes, foi terem ido mais de 6 kg embora há oito meses atrás, e só nesta última semana já foi mais de 1 kg para o ar também. Enquanto tiver peso para perder, esta vai ser a minha parte boa disto tudo.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

♀ (3)


Muitos se vão perguntar... porquê agora? Passado "tanto tempo" (questionável)?

Primeiro... para mim, é como se tivesse sido ontem. Enquanto eu der por mim a pensar no que estava a fazer há um ano atrás, ou menos, significa que ainda não passou tempo suficiente. Enquanto der por mim a pensar qual seria a reação da outra pessoa a determinada situação... ainda não passou tempo suficiente. Enquanto eu sentir o que ainda sinto... não passou tempo suficiente.

Porquê reagir agora? Porque agora posso! Porque agora não tenho problemas de dar falsas esperanças a alguém. Porque agora não há problema de magoar alguém, a não ser a mim mesma. Porque agora não vou prender ninguém com futuros hipotéticos. Porque agora sei que fui parva e ingénua por acreditar num "amor" que... tal como o tempo, é questionável. Acontece.

E já me perguntaram: porque não lhe disseste antes que achavas que tinham um futuro juntos? E agora respondo: ainda bem que não o fiz! Não tenho o direito de prender alguém dessa maneira... quem quer e sente, não tem sequer de pensar nisso. A espera torna-se um processo natural... um processo no qual eu me encontro. Um processo de aprendizagem e de reconhecimento. Conhecer quem sou, sozinha. Sossegar um sentimento que está cá dentro mas que precisava de tempo. O tempo, eu, o meu muro protetor e um sentimento calado que tem de desaparecer.

♀ (2)


Quando tropeças numa música que diz tudo... do princípio ao fim.

♀ Onde desabafar...



Os últimos dias têm sido difíceis. Demasiado difíceis. Tenho conseguido descobrir coisas em mim que desconhecia, e tenho descodificado o significado de muitas das minhas atitudes nos últimos meses.

Desliguei. Foquei-me nos meus estudos, na minha carreira, e em mim... sendo que este "em mim" acaba por estar, uma vez mais, no percurso profissional. E, até agora, tudo correu bem. Sinto-me uma pessoa bem sucedida, dentro do possível e dentro do curto caminho que ainda me foi permitido percorrer.

Sempre me caracterizei como sendo uma pessoa feliz. E sou! Ninguém que lide comigo pode dizer o contrário. No meu rosto vão sempre ver um sorriso, mesmo sendo ainda de madrugada, ou mesmo que o meu coração esteja partido em pedacinhos muito pequenos. São poucos aqueles a quem eu me permito abrir ao ponto de dar a conhecer essas quebras que acontecem dentro de mim... e é por isso que, quem não está, por algum motivo, nesse núcleo de pessoas, acha que eu estou super bem e que a minha vida é maravilhosa! "Tem sorte", dizem alguns... aqueles que não vêm o quanto trabalho deu para alcançar essa "sorte". Aqueles que não passaram noites a ouvir-me chorar e a limpar-me as lágrimas. Aqueles que julgam que um sorriso tão grande como o meu, nunca seria possível de existir em alguém ferido... "andam tão enganadinhos".

(Este blog será apagado em breve... mas antes de o fazer, precisava de um espaço para desabafar. Este serve...)

domingo, 27 de março de 2016

♂ System requirements


Vamos começar pela explicação do título para as pessoas que possam não estar muito à vontade no que toca a informática: "System requirements" são as características que um sistema tem que ter para "aguentar" um programa qualquer, para haver compatibilidade. Metaforicamente falando, estou-me a referir aos requisitos que uma pessoa tem que ter para que seja compatível com outra, e felizmente, no caso da minha compatibilidade com a Mrs. M, acho que posso "louvar a Deus". Sim, eu sei, sou muito teimoso, tenho um feitio um bocado difícil por vezes, ela também tem as pancas dela, mas apesar de tudo, nas coisas mais importantes, temos praticamente a mesma exata opinião, passando o pleonasmo. Isso tem-se tornado cada vez mais óbvio à medida que vamos conversando sobre as coisas que estão para vir na nossa vida e nada me deixa mais descansado que ver que estamos em harmonia no que importa. É só mais uma das inúmeras razões pelas quais amo tanto a Mrs. M., e isto também serve para reavivar um bocadinho isto, já que há imenso tempo que não escrevemos cá nada e não quero deixar isto morrer!

sábado, 23 de janeiro de 2016

♀ Amo-nos


É ótimo ver que, mesmo passados mais de dois anos, ainda podemos passear sem nos cansarmos um do outro e ainda temos imensos temas de conversa sem nos aborrecermos. Amo-te... e amo-nos!